quinta, 23 de abril de 2026
23/06/2025   16:20h - Ciência & Tecnologia

Terapia por IA tem riscos, mas pode ser benéfica se usada sob controle

A despeito da escassa ciência sobre esse assunto, a preocupação de pesquisadores com o tema o tornou o principal destaque do maior congresso de saúde mental do Brasil. Na edição deste ano do Brain, que reúne psicólogos, psiquiatras e outros profissionais da área, diversas seções de apresentações estão ancoradas em temas relacionados à IA. A comunidade de psicólogos brasileiros começou a se movimentar para entender o assunto principalmente depois de a Associação Americana de Psicologia (APA) ter publicado no ano passado um conjunto de diretrizes para lidar com o tema.

 

O relatório apontou de modo geral que os robôs conversadores não devem substituir a interação humana, mas reconhece que existe um espaço de psicólogos usarem a IA de maneira positiva. A questão é que a aplicação mais promissora para essa tecnologia não é na frente de contato com o paciente, onde também o risco envolvido é maior. “Muitas vezes a IA contribui não exatamente para ajudar as pessoas, como seria esperado, mas ela acaba acentuando a dependência e o isolamento, principalmente entre os mais jovens”, afirma Fernanda Landeiro, psicóloga do Grupo PBE da Bahia, que falou sobre o tema no evento.

 

Nos EUA uma pesquisa de opinião da consultoria YouGov indica que um terço dos americanos se sentem confortáveis com a ideia de usar chatbots para confidenciar dramas e angústias pessoais. Um certo estigma envolvido na busca de ajuda psicológica, sobretudo um sentimento de vergonha e fragilidade comum em homens, coloca os robôs até à frente dos humanos como escolha em alguns casos, afirma o documento.

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