A viagem do presidente Luiz Inácio de Lula da Silva à China, entre 26 e 31 de março, encontrará uma situação geopolítica global favorável ao estreitamento de relações comerciais com o Brasil, em meio a tensões entre chineses e norte-americanos sendo acentuadas por uma aproximação de Pequim com a Rússia.
Se a situação rememora como as exportações do Brasil foram beneficiadas pela guerra comercial China-EUA no passado, coincide também com um ano de safra recorde de soja brasileira, principal produto da pauta de exportação nacional que pode atender os chineses maiores importadores mundiais com certa folga, se houver alguma rusga mais grave entre eles e norte-americanos.
“Na soja, há expectativa de produção recorde de 150 milhões de toneladas… por conta do aumento da quantidade, isso deve evitar que os preços subam”, disse o presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro.
A expectativa de grande colheita brasileira de milho, cujo mercado foi recém-aberto pelos chineses, sempre ávidos por matérias-primas, e uma temporada mais açucareira no Brasil em 2023, que garantirá oferta adicional necessária à China (maior importador do produto brasileiro), também ajudam a adoçar as relações comerciais após desgastes deixados por posições anti-Pequim do governo Jair Bolsonaro.
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