Milhares de civis participam na Ucrânia de programas de treinamento para combate criados e administrados pelo governo e por grupos paramilitares privados e que integram o plano estratégico de defesa do país no caso de uma possível invasão pela Rússia.
O objetivo do governo ucraniano não é superar o poderio militar russo, algo virtualmente impossível para a Ucrânia, e sim criar uma forma de resistência civil que torne impraticável uma ocupação por uma força estrangeira.
Uma reportagem publicada neste domingo (26/12) pelo jornal americano The New York Times afirma que, com a iniciativa, a Ucrânia parece tirar lição das guerras combatidas nas últimas duas décadas pelos Estados Unidos no Iraque e no Afeganistão, quando guerrilheiros forneceram resistência duradoura em face de um poder de fogo americano muito superior.
O treinamento para civis patrocinado pelo governo está ganhando força na Europa Oriental. Estimulados por ameaças russas, países como Estônia, Letônia e Lituânia têm programas que incentivam a posse de fuzis para alguns civis e treinamento formal de combate de guerrilha durante uma ocupação militar.
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