O telescópio espacial Swift, da Nasa, deve reentrar na atmosfera terrestre nas próximas semanas, após mais de 20 anos de atividades. Lançado em 2004, o equipamento encerrou sua missão depois que uma tentativa de elevar sua órbita não teve sucesso. Sem propulsores próprios, o telescópio está sujeito ao arrasto atmosférico, que reduz gradualmente sua altitude.
Em julho, a espaçonave LINK, desenvolvida pela empresa norte-americana Katalyst Space Technologies, foi lançada para tentar alcançar o Swift e impulsioná-lo para uma órbita mais alta. No entanto, problemas no sistema de propulsão e nos mecanismos de orientação impediram a conclusão da operação. Segundo as informações divulgadas, a maior parte do equipamento deve se desintegrar durante a reentrada, e o risco de destroços atingirem áreas habitadas é considerado baixo.
Durante sua missão, o Swift estudou explosões de raios gama, fenômenos entre os mais energéticos do universo, e também observou supernovas, cometas, asteroides e buracos negros. De acordo com a Nasa, os dados coletados pelo telescópio contribuíram para cerca de sete mil artigos científicos e continuarão servindo de referência para pesquisas sobre o universo.
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