Uma tecnologia inédita desenvolvida em uma ecofábrica na comunidade da Mangueira, no Rio de Janeiro, está transformando óleo de cozinha usado em uma solução ecológica para o tratamento de esgoto. O sabão “Omì”, enriquecido com microrganismos não patogênicos, ajuda a reduzir a contaminação da água e dos lençóis freáticos, além de melhorar as condições sanitárias locais. A iniciativa já coletou mais de três mil litros de óleo, evitando a poluição de até 81 milhões de litros de água, e produziu mais de três toneladas de sabão e centenas de litros de detergentes e lava-roupas.
O projeto faz parte do Omìayê, do Instituto Singular Ideias Inovadoras, em parceria com a Universidade Federal Fluminense (UFF). Segundo os coordenadores, os bioinsumos presentes nos produtos contribuem para diminuir odores, entupimentos e a carga de sujeira, promovendo ambientes mais limpos, saudáveis e seguros, especialmente para crianças e idosos. A atuação contínua desses microrganismos gera impactos diretos na qualidade de vida da comunidade.
Além dos benefícios ambientais e sanitários, o projeto foi estruturado para ser replicável em outras regiões. Por meio da produção de itens de limpeza de uso cotidiano, a iniciativa amplia seu alcance e potencial de expansão para outras comunidades do Rio, do Brasil e até de outros países. Outro destaque é o protagonismo feminino, já que toda a produção é realizada por mulheres da própria comunidade, fortalecendo a geração de renda e a inclusão social.
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