quinta, 23 de abril de 2026
02/06/2025   15:00h - Ciência & Tecnologia

Tecnologia inovadora: supertelescópio Rubin se prepara para revelar imagens surpreendentes

 

Após 25 anos de desenvolvimento e bilhões de dólares investidos, o Observatório Vera C. Rubin está prestes a mostrar suas primeiras imagens ao mundo. No próximo dia 23 de junho, astrônomos de diversos países — incluindo o Brasil — participarão do aguardado evento Rubin First Light, que marcará o início de uma nova era na observação do cosmos. Com sua câmera de 3,2 gigapixels, a maior já construída, e um campo de visão inédito, o supertelescópio poderá detectar bilhões de objetos celestes e registrar, em poucos dias, o que antes levava anos.

 

 

Localizado no Atacama, no Chile, o Rubin lidera o projeto LSST (Pesquisa de Legado de Espaço e Tempo), que mapeará o céu do hemisfério Sul com velocidade e precisão sem precedentes. Segundo o astrônomo Luiz Nicolaci da Costa, diretor do LineA, as primeiras imagens — ainda confidenciais — são “fabulosas, sem distorções, com um campo de visão gigantesco”. O Brasil, que participa da iniciativa internacional, acaba de receber recursos para concluir seu centro de processamento de dados, que ajudará a distribuir e analisar as informações captadas.

 

Mas o céu mudou desde que o projeto foi concebido. Megaconstelações de satélites, como a Starlink, agora cruzam o espaço em grande número e podem interferir nas imagens do Rubin. Estima-se que até 50% dos registros possam ser contaminados. Apesar disso, o entusiasmo é generalizado.


 

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