A nove dias do primeiro turno das Eleições Gerais de 2026, marcado para 4 de outubro, a Justiça Eleitoral destaca a evolução tecnológica das urnas eletrônicas, utilizadas no Brasil desde 1996. Ao longo de três décadas, os equipamentos receberam atualizações de hardware e software, além de mecanismos de segurança e auditoria para acompanhar diferentes etapas do processo de votação.
Entre as mudanças está a adoção progressiva da biometria, iniciada em 2008. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 141,3 milhões de eleitores estão com a biometria cadastrada para as eleições deste ano, o equivalente a 89,01% do eleitorado apto a votar. Em 2022, o índice era de 75,51%.
A segurança dos sistemas também é verificada por mecanismos de fiscalização, entre eles o Teste Público de Segurança dos Sistemas Eleitorais, realizado desde 2009. Na edição de 2025, foram executados 35 planos de teste para identificar possíveis vulnerabilidades. Segundo o TSE, os resultados não apontaram comprometimento da integridade, do sigilo do voto ou do resultado das eleições.
Além da tecnologia utilizada na votação, a Justiça Eleitoral mantém ferramentas digitais para ampliar o acesso a informações sobre o processo eleitoral, como o Fato ou Boato e o Glossário Eleitoral. A evolução das urnas e os mecanismos de auditoria fazem parte das medidas adotadas pelo TSE para garantir a segurança e a transparência das eleições.
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