quarta, 23 de setembro de 2026
13/09/2026   12:00h - Universo

Tecnologia brasileira será usada em supertelescópio que investigará o início do Universo

Pesquisadores e instituições brasileiras trabalham no desenvolvimento de sistemas de alta precisão que serão utilizados pelo Giant Magellan Telescope. O Brasil participa do desenvolvimento de tecnologias para o Giant Magellan Telescope (GMT), um dos maiores telescópios terrestres já projetados, que está sendo construído no Observatório Las Campanas, no Chile.

 

O projeto internacional reúne instituições de diferentes países e tem entre seus integrantes a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), que participa do consórcio desde 2014. Mais do que garantir o acesso de pesquisadores brasileiros ao futuro observatório, a participação envolve o desenvolvimento de instrumentos e sistemas de alta complexidade. Equipes ligadas ao escritório brasileiro do GMT trabalham em áreas como engenharia de sistemas, óptica, optomecânica, mecânica, mecatrônica, eletrônica, software, hardware, controle e automação.

 

O GMT será formado por sete espelhos primários de 8,4 metros de diâmetro, que funcionarão em conjunto como um único sistema óptico de 25,4 metros. A estrutura permitirá ao telescópio captar e analisar sinais de objetos extremamente distantes, ampliando a capacidade de investigação sobre a formação de estrelas e galáxias, buracos negros, exoplanetas e outros fenômenos do Universo.

 

O GMT terá uma área coletora de luz de aproximadamente 368 metros quadrados e será equipado com um sistema de óptica adaptativa para compensar os efeitos da turbulência da atmosfera sobre as imagens. De acordo com o consórcio responsável pelo projeto, o telescópio poderá ser até 200 vezes mais poderoso que os melhores telescópios atuais em determinadas capacidades de observação. O projeto está atualmente com cerca de 40% da construção concluída.

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