Não há torcedor que não tenha se sentido frustrado por não conseguir comprar ingressos para uma decisão de futebol. Ou, então, aquela pessoa que não sabe dizer se o pênalti dado pelo VAR foi, de fato, bem marcado. Esses são sentimentos que fazem parte da rotina de quem consome esporte hoje. As tecnologias que vêm por aí, contudo, apontam para um futuro em que essas frustrações ficarão no passado.
Com a pulverização e o incremento do 5G, a 5ª geração de internet móvel, por parte de emissoras e produtoras de conteúdo e de telecomunicação, as transmissões esportivas e seu consumo devem mudar radicalmente. Dentro dessas possibilidades, será possível assistir aos jogos de casa como se estivesse em campo ou arquibancada, saber se um lance duvidoso foi bem marcado ou não. Inovações que, segundo especialistas ouvidos pelo Estadão, podem ser implementadas em alguns anos com a consolidação do 5G.
O 5G é reconhecido por três principais características: ser ultraveloz; com baixa latência e alta capacidade de processamento e transmissão de dados. A partir desses três pilares, as transmissões esportivas e, por consequência, a forma como os espectadores consomem o esporte tendem a mudar drasticamente comparado ao que é hoje. Segundo especialistas, o 5G terá a capacidade de proporcionar muito mais do que uma transmissão estável ou sem delays (atrasos). O tempo de tudo será real. Em geral, experiências imersivas geradas pela tecnologia de Realidade Virtual (RV) e Realidade Aumentada (RA), além do aumento da customização do próprio consumo (assistir como eu quero e da forma como quero), estarão no cardápio de degustação oferecido pela rede.
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