A tarifa adicional de 25% anunciada pelos Estados Unidos sobre o etanol brasileiro trará reflexos pontuais para as empresas exportadoras, mas seu impacto no conjunto da economia nacional tende a ser pequeno. Segundo analistas, o mercado norte-americano representa atualmente menos de 16% do volume do biocombustível exportado pelo Brasil, de modo que mais de 84% das vendas externas já são direcionadas a outros destinos internacionais.
Especialistas e pesquisadores avaliam que a decisão dos EUA possui forte motivação política, o que reforça a necessidade de o Brasil diversificar seus parceiros comerciais. A competitividade do setor brasileiro, sustentada por menores custos de produção, maior produtividade por hectare e pelo crescimento acelerado da produção a partir do milho em integração com a pecuária é apontada como um trunfo decisivo para absorver essa mudança de cenário.
Entidades representativas, como a Unica e a Unem, rebateram as justificativas americanas e enfatizaram que a política comercial do Brasil cumpre todas as normas da Organização Mundial do Comércio (OMC). As associações reforçam que a queda nas compras do produto norte-americano pelo mercado brasileiro é resultado direto do avanço da eficiência e da produção nacional, defendendo que o impasse seja resolvido por meio de negociações diplomáticas.
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