Marcada por discurso de tom nacional do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), a filiação do secretário da Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, ao PP, na última quinta-feira (22), gerou incômodo entre aliados próximos de Jair Bolsonaro (PL).
Para esse grupo, o ato reforçou a projeção presidencial de Tarcísio, impulsionada por líderes de partidos de centro-direita que já teriam desistido de lutar pela restituição dos direitos políticos do ex-presidente.
Chamou a atenção a ausência de parlamentares bolsonaristas na cerimônia, realizada em uma casa noturna da Vila Olímpia, zona sul de São Paulo. O local, com capacidade para mil pessoas, estava lotado e contou com representantes de quase todas as siglas do espectro centro-direitista -União Brasil, PSD, Podemos e PL marcaram presença.
Segundo apurou a Folha de São Paulo, o boicote foi deliberado, motivado pela expectativa de que o evento servisse como palanque para Tarcísio. Parte da bancada bolsonarista nem chegou a ser convidada, após sinalizações de que desaprovaria o tom político da celebração.
Integrantes do grupo criticaram o fato de nem Tarcísio nem Derrite terem defendido a anistia aos presos pelo 8 de Janeiro ou criticado a inelegibilidade de Bolsonaro
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