A paralisação dos processos decorrentes do chamado "caso Master" completou um mês de suspensão sob a análise da Presidência do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida, determinada originalmente no dia 12 de setembro pelo presidente da Corte, ministro Luiz Edson Fachin, paralisou o andamento de representações feitas pela Polícia Federal e segurou a análise de pedidos de liberdade provisória. Os autos foram avocados à Presidência após o ministro relator, André Mendonça, ordenar que a PF mapeasse supostas conexões do banqueiro Daniel Vorcaro, investigado por fraudes financeiras e lavagem de dinheiro, com o ministro Alexandre de Moraes, gerando uma crise institucional interna.
A indefinição jurídica sobre o destino do caso tem provocado críticas por parte de investigadores federais e de advogados de defesa, que apontam o represamento de medidas cautelares urgentes. Enquanto o impasse jurisdicional vigora na Suprema Corte, novos pedidos de mandados de busca articulados pela Polícia Federal encontram-se temporariamente sobrestados, sem previsão formal de liberação para despacho.
Entre os pleitos diretamente afetados e que aguardam apreciação judicial estão os pedidos de revogação de prisão preventiva apresentados por réus como Fabiano Zettel, Felipe Vorcaro e Daniel Lopes Monteiro. A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro também peticionou o relaxamento de sua custódia e informou que o gabinete do relator declarou não poder analisar a matéria até que a Presidência devolva formalmente os cadernos processuais.
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