Dias após suspender o direito constitucional ao aborto nos Estados Unidos e de ampliar a posse de armas em locais públicos no país, a Suprema Corte norte-americana ampliou, nesta segunda-feira (27), os direitos religiosos de funcionários públicos.
A nova sentença veio a partir de uma decisão sobre um técnico de um time de futebol americano de um colégio no estado de Washington. O profissional foi suspenso por liderar rezas antes do jogo com os jogadores de seu time.
Por seis votos a três - o mesmo placar da votação que determinou o fim do direito constitucional ao aborto, na semana passada -, os juízes entenderam que o técnico Joseph Kennedy tem o direito de comandar as rezas com seu time.
Kennedy havia processado seu time e, desde então, seu caso virou uma das bandeiras dos ativistas conservadores cristãos dos EUA. O colégio para o qual o técnico trabalha argumentou ter preocupações de que as rezas e discursos cristãos inflados dentro de uma escola pública poderia ter um efeito coercitivo para os estudantes, além de alegar que endossar uma religião viola a Primeira Emenda da Constituição do país.
A Corte, no entanto, entendeu ser um caso de proteção ao livre discurso e à proteção religiosa. "O respeito às expressões religiosas é indispensável para a vida em uma república livre e diversa, na qual essas expressões aconteceu em um santuário ou no campo, e onde quer que se manifestem através de um discurso falado ou uma cabeça curvada", escreveu o relator da decisão, o juiz conservador Neil Gorsuch.
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