O setor de varejo de alimentos registrou um desempenho decepcionante em dezembro de 2025, com uma queda de 5,5% no volume de vendas em comparação ao ano anterior. Mesmo com a inflação de alimentos sob controle e a injeção do 13º salário, o mês, que tradicionalmente é o mais forte para o setor, foi o único de todo o ano a apresentar recuo no faturamento real, contrariando as expectativas do mercado.
Especialistas apontam que o endividamento das famílias e a mudança no perfil de gastos são as principais causas desse fenômeno. O avanço das apostas online (bets), que movimentam bilhões mensalmente, e o aumento dos gastos com serviços têm reduzido a fatia do orçamento disponível para a compra de bens de consumo. Além disso, a percepção de que o dinheiro "não rende" mantém o consumidor cauteloso e focado apenas no essencial.
Para tentar reverter o cenário e desovar os estoques acumulados, redes de supermercados estão lançando promoções agressivas neste início de 2026, com descontos que chegam a 50% em itens básicos como carne, café e ovos. O setor enfrenta um janeiro difícil, pressionado também pelos gastos sazonais das famílias com impostos (IPVA/IPTU) e matrículas escolares, o que aumenta a insegurança em relação ao consumo.
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