Enquanto os Estados Unidos tentam manter diálogo com Moscou, a inteligência russa voltou seu foco para dois antigos rivais europeus: Reino Unido e França. Os britânicos, em especial, são vistos com desconfiança histórica desde a tentativa de derrubar o regime bolchevique em 1918. Essa rivalidade moldou a cultura da espionagem russa e inspirou até mesmo filmes e agentes, como Vladimir Putin.
A França, por sua vez, entrou no radar russo após conceder asilo a desertores militares que se recusaram a lutar na guerra da Ucrânia. Em 2023, o governo francês acolheu oficialmente soldados russos fugitivos, o que intensificou a paranoia do Kremlin sobre deserções e traições.
Recentemente, Moscou também acusou, sem provas, a presença de mercenários franceses em Kharkiv, alvo de ataque russo. A proposta de França e Reino Unido de liderar uma força militar europeia na Ucrânia aumentou ainda mais a tensão, consolidando os dois países como principais alvos da contraespionagem russa.
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