A ocorrência de ondas de calor, tempestades e outros eventos climáticos extremos pode aumentar os encontros entre pessoas e serpentes em áreas urbanas, rurais e próximas a regiões de mata. Segundo especialistas, as mudanças provocadas no ambiente podem alterar a oferta de abrigo, água e alimento para esses animais, fazendo com que eles se desloquem em busca de melhores condições.
A especialista em Ciência Animal Marcela Aldrovani explica que o clima extremo pode modificar o habitat da fauna e favorecer a presença de serpentes em locais onde normalmente não seriam vistas. Ela também alerta que nem todas as espécies oferecem risco às pessoas e que o aparecimento de uma cobra não significa necessariamente que o animal irá atacar. Ainda assim, a orientação é manter distância e não tentar capturá-la ou matá-la.
Ao encontrar uma serpente, a recomendação é afastar crianças e animais domésticos do local e acionar equipes especializadas, como Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Polícia Ambiental ou órgãos municipais de zoonoses. Cães e gatos também podem ser vítimas de picadas ao tentar se aproximar do réptil. Caso haja suspeita de acidente, o animal deve ser levado imediatamente a um veterinário. Para humanos, a orientação é lavar o local com água e sabão, manter a pessoa em repouso e procurar atendimento médico rapidamente.
Também não é recomendado fazer cortes, sugar o veneno ou colocar torniquetes na região atingida. Ao perceber uma serpente, não se deve jogar água quente, veneno ou fogo no animal, nem tentar prendê-lo ou removê-lo com objetos. De acordo com especialistas, muitas ocorrências acontecem justamente quando pessoas tentam resolver a situação por conta própria. Manter distância e chamar profissionais capacitados é a forma mais segura de lidar com esses encontros.
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