O governo federal prorrogou por mais 30 dias o subsídio de R$ 0,44 por litro da gasolina, que venceria neste sábado (25). A portaria, assinada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, visa conter os impactos da escalada dos conflitos no Oriente Médio sobre os preços dos combustíveis no Brasil. O benefício pago a produtores e importadores permite repassar reajustes do mercado internacional de forma mais branda aos postos.
A decisão foi motivada pela recente disparada do barril do petróleo tipo Brent, que voltou a ultrapassar a marca dos US$ 100 devido ao fracasso nos acordos entre EUA e Irã e a ataques no Mar Vermelho. O cenário internacional pressiona os custos do barril, o que traria reflexos diretos na inflação interna e nos custos de transporte. Já o subsídio para o diesel, no valor de R$ 1,12 por litro, segue em vigor após prorrogação por 60 dias pelo Congresso.
Como estratégia complementar para reduzir a dependência do petróleo e conter reajustes ao consumidor, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou o aumento provisório da mistura de etanol anidro na gasolina para 32%. O governo segue acompanhando as oscilações do mercado global para avaliar a permanência das subvenções econômicas nos próximos meses.
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