O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Herman Benjamin, indeferiu um pedido de liminar que buscava acesso ao processo de extradição de um suposto operador financeiro residente em Omã, no Oriente Médio. O réu é acusado de integrar um esquema bilionário de lavagem de dinheiro e evasão de divisas desarticulado pela Operação Alcaçaria. A defesa tentava obter detalhes do procedimento internacional, instaurado após o acusado não ser localizado no Brasil.
As investigações, iniciadas em 2024 pela Polícia Federal e Receita Federal, revelaram que o grupo movimentou cerca de R$ 1,2 bilhão entre 2021 e 2024. O esquema utilizava empresas de fachada e sócios "laranjas" para ocultar valores em três camadas de depósitos, dificultando o rastreamento bancário. A etapa final da lavagem envolvia corretoras de criptoativos e casas de câmbio, que enviavam os recursos para destinatários em países como Paraguai, Colômbia e Bolívia.
O réu teve a prisão preventiva decretada em setembro de 2024 e tornou-se réu formal em dezembro do mesmo ano. A necessidade de extradição surgiu apenas após a própria defesa confirmar seu paradeiro na Península Arábica durante a resposta à acusação. Com a negativa do STJ, o procedimento para trazer o investigado ao Brasil prossegue sob sigilo, mantendo o rigor sobre a rede de operadores que servia a diversas organizações criminosas no país.
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