O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, abriu nesta quinta-feira (8) a programação especial que marca os três anos dos ataques antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes da República foram depredadas, em Brasília. Em discurso, Fachin afirmou que o Estado Democrático de Direito enfrenta uma crise no mundo contemporâneo, mas ressaltou a resiliência das instituições brasileiras e a importância da preservação da memória como forma de alerta permanente. Segundo o ministro, “o preço da democracia e da liberdade é mesmo uma eterna vigilância”.
Ao relembrar os atos golpistas, Fachin classificou o episódio como um marco traumático da história republicana recente, caracterizando-o como um ato premeditado e marcado pela negação do diálogo e da convivência pacífica. Em referência à então presidente do STF, ministra Rosa Weber, o ministro destacou o 8 de janeiro como o “Dia da Infâmia”, quando instituições centrais da República sofreram um ataque sem precedentes em mais de 130 anos de história.
Durante a cerimônia, Fachin elogiou o trabalho das servidoras e dos servidores do STF na reconstrução do prédio e destacou a atuação do ministro Alexandre de Moraes na condução dos inquéritos e ações penais relacionados aos atos golpistas. A abertura da programação contou ainda com a inauguração da exposição “8 de janeiro: Mãos da Reconstrução”, aberta ao público, que homenageia os profissionais envolvidos na recuperação das áreas vandalizadas. “Recordar é resistir”, afirmou Fachin, ao reforçar que lembrar o episódio é também reafirmar o compromisso inabalável do Supremo e da sociedade com a democracia.
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