O julgamento do recurso de Fernando Collor, ex-presidente condenado por corrupção passiva, foi adiado após um destaque apresentado pelo ministro André Mendonça, do (STF). Collor foi condenado a 8 anos e 10 meses de prisão por receber R$ 20 milhões da empreiteira UTC Engenharia em troca de favorecimento em contratos com a BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras. O destaque de Mendonça fará com que o caso seja analisado no plenário físico do STF, o que dá mais tempo ao ex-presidente.
O pedido de Collor, que já havia sido analisado no plenário virtual, busca reduzir sua pena de oito para quatro anos, argumentando que isso faria o crime prescrever e evitaria sua prisão. Caso a redução seja aceita, ele poderia cumprir pena no regime semiaberto e, como réu primário, ter a sentença convertida em serviços comunitários. O relator do caso, Alexandre de Moraes, votou contra o recurso, acompanhado por outros ministros, enquanto Gilmar Mendes e Dias Toffoli se posicionaram a favor de Collor.
A condenação de Collor, originada pela operação Lava Jato, foi baseada em investigações que apontaram o ex-presidente como intermediário para contratos da UTC com a Petrobras entre 2010 e 2014. Ao lado de Collor, foram condenados os empresários Pedro Paulo Bergamaschi e Luis Pereira Duarte.
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