O Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal (PF), em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU) e a Receita Federal, deflagraram a Operação Rejeito, visando desarticular uma organização criminosa responsável por crimes ambientais, corrupção e lavagem de dinheiro em Minas Gerais.
Na operação, que contou com o apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPF no estado, estão sendo cumpridos 79 mandados de busca e apreensão, 22 mandados de prisão preventiva, além de ordens de afastamento de servidores públicos. Também foram determinados o bloqueio/sequestro de ativos, no valor de R$ 1,44 bilhão, e a suspensão das atividades das pessoas jurídicas envolvidas, conforme decisão do Colegiado de magistrados da Justiça Federal em Minas Gerais, constituído para processar e julgar os casos.
De acordo com as investigações, o grupo teria corrompido servidores públicos em diversos órgãos de fiscalização e controle nas áreas ambiental e de mineração, nas esferas estadual e federal, com a finalidade de obter autorizações e licenças ambientais fraudulentas. Essas autorizações eram utilizadas para usurpar e explorar irregularmente minério de ferro em larga escala, incluindo locais tombados e próximos a áreas de preservação, com graves consequências ambientais e elevado risco de desastres sociais e humanos.
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