Moradores de vilas do Sri Lanka têm alterado seus horários de trabalho, estudos e eventos familiares para reduzir o risco de encontros com elefantes selvagens. O país registra um dos maiores índices mundiais de mortes relacionadas ao conflito entre humanos e esses animais. Desde 2019, uma média anual de 370 elefantes e 125 pessoas morreram nessas circunstâncias, segundo os dados citados na reportagem da Reuters.
Em 2025, o Sri Lanka registrou 397 mortes de elefantes, o maior número já contabilizado no país. Entre as causas estão tiros, eletrocussões provocadas por cercas e linhas elétricas e colisões com trens. Em comunidades próximas a áreas florestais, moradores fazem reparos em cercas elétricas, compartilham alertas sobre a movimentação dos animais e evitam circular em horários de maior atividade dos elefantes.
O desmatamento e a redução dos habitats naturais são apontados pelos moradores como fatores que contribuem para a aproximação entre pessoas e animais em busca de alimento. Estima-se que até 70% dos 7.451 elefantes selvagens do país vivam fora de áreas protegidas. Além das perdas humanas e animais, os conflitos afetam o cotidiano e a renda das famílias, que enfrentam dificuldades para manter suas atividades agrícolas e a rotina doméstica.
Fonte: Reuters.
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