Cuba anunciou novos passos para implementar um amplo pacote de reformas econômicas, em meio ao endurecimento das sanções impostas pelos Estados Unidos. As medidas foram debatidas e aprovadas durante sessão da Assembleia Nacional, encerrada na quinta-feira (30), com o objetivo de ampliar a participação da iniciativa privada em setores estratégicos da economia.
Entre as mudanças estão a flexibilização do uso de terras estatais, a autorização para empresas privadas importarem combustíveis e medicamentos e a ampliação da atuação da iniciativa privada no turismo. O governo também confirmou a criação do primeiro empreendimento estrangeiro voltado à importação e comercialização de combustíveis, além da instalação da primeira Zona de Desenvolvimento Econômico destinada ao turismo de saúde.
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou que as reformas não representam uma mudança para o capitalismo nem a privatização de setores considerados essenciais, como saúde, educação, ciência e cultura. Segundo o governo, as medidas serão implementadas de forma gradual, enquanto o país tenta enfrentar a crise econômica agravada pelas restrições impostas por Washington.
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