Incursões de sinfônicas pelo universo da música popular brasileira já são recorrentes na discografia nacional. No mundo fonográfico digital desde ontem, 31 de julho, o álbum “MPB4 sinfônico” registra o concerto que marcou o encontro do grupo fluminense com a Orquestra Petrobras Sinfônica em outubro de 2024 como parte das comemorações dos 60 anos do conjunto aglutinado em 1962 no politizado ambiente universitário de Niterói (RJ) e profissionalizado em 1964.
Gravado meses depois, já em 2025, na sala de ensaios da orquestra carioca na Fundição Progresso (RJ), o álbum alinha 14 músicas que soam como boa amostra da trajetória igualmente engajada deste grupo que é uma das mais completas traduções do universo da MPB, rótulo dado a uma música produzida a partir dos anos 1960 por artistas de formação geralmente universitária, como Chico Buarque – cantor e compositor de carreira indissociável do MPB4 até meados dos anos 1970 e, por isso mesmo, autor de seis das 14 músicas do álbum “MPB4 sinfônico” e Gilberto Gil.
fato que todas as 14 músicas já foram mais bem gravadas pelo MPB4 ao longo de discografia de vigor concentrado nos anos 1960 e 1970. Ainda assim, há muitas belezas na sinfonia brasileira do grupo em álbum valorizado pelos arranjos.
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