A repressão à liberdade de imprensa na Bielorrússia aumentou com a prisão de sete jornalistas do jornal independente Intex-Press, localizado em Baranavichy. A Associação de Jornalistas da Bielorrússia informou que os profissionais foram acusados de "apoiar atividades extremistas", uma acusação frequentemente usada para calar vozes dissidentes. Este é o maior número de detenções de jornalistas em um único caso no último ano, sinalizando uma intensificação da censura no país.
As prisões acontecem em meio a uma crescente repressão política, com as eleições presidenciais de janeiro se aproximando. O presidente Alexander Lukashenko, que tenta garantir um sétimo mandato, tem intensificado as prisões de jornalistas considerados críticos ao regime. A condenação recente da jornalista Volha Radzivonava a quatro anos de prisão reforça esse cenário de perseguição a vozes independentes.
Desde os protestos de 2020, a Bielorrússia vive um clima de forte censura, com a prisão de figuras da oposição e a forçada dissolução de meios de comunicação independentes. Atualmente, o país mantém cerca de 1.300 prisioneiros políticos, muitos dos quais enfrentam condições desumanas. A Bielorrússia é classificada como o quarto país no mundo em número de jornalistas presos, de acordo com a organização Repórteres Sem Fronteiras.
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