Os funcionários da Fundação Centro de Atendimento Socioeducativo ao Adolescente (Casa) optaram por manter a greve por tempo indeterminado em assembleia realizada nessa quinta-feira (4). A categoria reivindica melhores condições de trabalho, segurança e salários.
A greve teve início às 0h de quarta-feira (03/05) devido à falta de acordo com o governo do estado de São Paulo sobre o reajuste salarial. Uma das demandas da categoria é a segurança nos locais de trabalho. De acordo com o presidente da Associação dos Servidores, Laércio José Narcisio, a reivindicação de segurança se deve aos casos de mortes e espancamentos de funcionários registrados nas unidades Vila Maria, Franco da Rocha, Ribeirão Preto e antiga Raposo Tavares nos últimos dois anos.
O governo estadual propôs um reajuste salarial de 6%, incidente sobre os benefícios e aplicável a partir da folha de pagamento de maio, com pagamento em junho. No entanto, a proposta foi recusada pelos trabalhadores em assembleia e a paralisação aprovada no último sábado (29) foi mantida.
O governo do estado, por meio da Secretaria da Justiça e Cidadania e da Fundação Casa, informou em nota que, após uma reunião realizada na tarde de ontem entre o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 2ª Região, a Fundação Casa e o Sindicato da Socioeducação de São Paulo (Sitsesp), ficou acordado que as negociações serão retomadas desde que a greve seja suspensa em todo o estado.
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