Os servidores das carreiras de meio ambiente do governo federal no Amazonas decidiram aderir à greve nacional que começou no final de junho. Com essa adesão, já são 25 unidades da federação, incluindo 23 estados e o Distrito Federal, que integram o movimento. A categoria, que vinha realizando paralisações temporárias desde janeiro, busca a reestruturação das carreiras e dos órgãos ambientais.
A decisão pela paralisação em Manaus foi tomada em assembleia na manhã desta quarta-feira (3), na sede do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Também participaram servidores do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Esses órgãos são cruciais para a fiscalização e combate a crimes ambientais, além da aplicação de multas e emissão de licenças.
A adesão à greve foi unânime, com participação de servidores de diversos setores de ambos os órgãos, tanto na capital quanto no interior, abrangendo desde áreas administrativas até agentes de campo. O início da greve está previsto para a próxima terça-feira (9), embora a data exata ainda será confirmada na tarde desta quarta-feira.
Walter Matos, secretário-geral do Sindicato dos Servidores Públicos Federais do Amazonas (Sindsep-AM), explicou que a categoria decidiu pela greve após o governo federal interromper, em junho, as negociações que estavam em andamento. "A categoria já vem de meses de mobilização e decidiu pela greve após o governo federal trancar, em junho, a negociação que estava em andamento", afirmou Matos.
Para organizar o movimento, foram criadas duas comissões: uma de comunicação, responsável pela divulgação de informações sobre a greve, e outra de mobilização, encarregada de manter as atividades grevistas.
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