O Governo do Senegal manifestou, nesta sexta-feira (9), "grande preocupação", diante dos riscos de adiamento das eleições gerais na Guiné-Bissau, originalmente agendadas para o dia 6 de dezembro. A posição oficial foi veiculada pelo Ministério da Integração Africana, dos Negócios Estrangeiros e dos Senegaleses do Exterior de Dacar. O comunicado surge após o primeiro-ministro de transição guineense, Ilídio Vieira Té, e a Comissão Nacional de Eleições sinalizarem a existência de entraves jurídicos, técnicos e institucionais que inviabilizam o cumprimento do cronograma eleitoral previamente estabelecido.
Na condição de mediador da crise política e detentor da presidência em exercício da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (Cedeao), o executivo senegalês enfatizou que qualquer revisão de prazos deve ser guiada por um processo inclusivo e transparente. A diplomacia de Dacar exigiu a revogação urgente das restrições impostas às atividades políticas e civis em território guineense, medida vista como indispensável para restabelecer a confiança das forças sociais e assegurar a legitimidade do pleito democrático.
O comunicado exorta ainda os atores políticos e as chefias militares guineenses à moderação e ao compromisso com o interesse nacional, reafirmando o respeito à soberania do país vizinho. O Senegal reiterou que manterá a articulação diplomática com os países membros da Cedeao e parceiros internacionais para viabilizar uma transição estável e garantir o rápido retorno da Guiné-Bissau à ordem constitucional.
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