Senadores da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) articulam a instalação de um grupo de trabalho, prevista para o dia 4 de fevereiro, com o objetivo de investigar o “caso Master”. O foco principal será obter acesso a documentos e informações que tramitam sob sigilo no Supremo Tribunal Federal (STF), visando dar transparência às movimentações envolvendo a instituição financeira.
O presidente da CAE, senador Renan Calheiros (MDB-AL), defende que a comissão pode requisitar dados diretamente ao Banco Central e à CVM por meio de votação no plenário, sem a necessidade de aguardar a criação de uma CPI. Sete parlamentares já integram o grupo, que planeja convocar autoridades e pessoas investigadas para prestar esclarecimentos logo após o fim do recesso legislativo.
A movimentação no Congresso ocorre em paralelo à pressão da oposição, que busca assinaturas para uma investigação parlamentar mais ampla. Enquanto isso, o debate jurídico segue acalorado no STF, onde o ministro Dias Toffoli descartou deixar a relatoria do caso, mesmo após questionamentos de senadores junto à PGR sobre possíveis conflitos de interesse na condução do processo.
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