quinta, 23 de abril de 2026
25/02/2026   10:40h - Polí­tica

Senadores cobram da Meta mais rastreabilidade e reparação às vítimas de golpes

Em depoimento à CPI do Crime Organizado ontem (24), representantes da Meta foram cobrados por senadores sobre a falta de métricas detalhadas de golpes no Brasil e a necessidade de maior rastreabilidade de conteúdos ilícitos. O relator Alessandro Vieira (MDB-SE) criticou a empresa por não apresentar dados precisos sobre contas removidas no país, lembrando que prejuízos com crimes virtuais superam R$ 50 bilhões anuais entre os brasileiros.

 

A diretora da Meta para a América Latina, Yana Dumaresq, defendeu que a empresa remove mais de 90% dos conteúdos irregulares de forma proativa, antes mesmo de denúncias, utilizando inteligência artificial. No entanto, os parlamentares argumentaram que o modelo de negócio da companhia lucra com anúncios fraudulentos e transfere a responsabilidade para o usuário, exigindo que a Meta adote medidas de reparação às vítimas e maior controle sobre o WhatsApp Business.

 

O debate também abordou temas críticos como o combate à exploração sexual infantil e a publicidade de apostas ilegais ("Jogo do Tigrinho"). Enquanto a Meta afirmou colaborar com autoridades e investir em ferramentas de segurança e verificação de identidade, os senadores Hamilton Mourão e Fabiano Contarato reforçaram que a soberania nacional e a proteção aos vulneráveis devem prevalecer sobre as políticas globais de moderação da plataforma.

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