A bioinvasão do mexilhão-dourado (Limnoperna fortunei), molusco originário da Ásia que chegou à América do Sul e, mais recentemente, à Amazônia, causando grandes prejuízos socioambientais, foi tema de seminário realizado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em Igarapé-Miri, no Pará.
A ação, que ocorreu por iniciativa e apoio da Prefeitura Municipal de Igarapé-Miri, buscou discutir as ações de combate à espécie exótica invasora, cuja presença foi constatada também na cidade, afetando a comunidade local.
Os participantes abordaram os aspectos biológicos e reprodutivos do mexilhão-dourado e as estratégias de educação ambiental, inclusive a elaboração de um plano-piloto para remoção do molusco em estruturas utilizadas pelos ribeirinhos no rio Anapu, tais como caixas d’água, tubulações e petrechos de pesca. A espécie asiática causa desequilíbrio ecológico por disputar recursos com moluscos nativos, afetando todo o ecossistema aquático, causando prejuízos à pesca, entre outros problemas socioambientais.
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