quinta, 23 de abril de 2026
15/09/2025   08:45h - Economia

Sem planejamento, herança pode encolher em até 20%, alertam especialistas

A ausência de um planejamento sucessório pode custar caro às famílias brasileiras: entre 10% e 20% do patrimônio herdado pode ser perdido em impostos, taxas cartoriais e custos judiciais, segundo especialistas do setor. O ITCMD (Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação), que varia de 4% a 8% dependendo do estado, é apenas parte da conta. Honorários advocatícios e o processo burocrático do inventário também pesam no bolso dos herdeiros.

 

Ferramentas como o seguro de vida e a previdência privada do tipo VGBL estão entre as soluções mais recomendadas para reduzir perdas. Além de não estarem sujeitos ao inventário, esses instrumentos oferecem acesso mais rápido aos recursos, garantindo liquidez em momentos delicados. “O seguro de vida assegura estabilidade financeira imediata e evita a pressão de dívidas durante o luto”, explica Dennys Rosini, da Prudential do Brasil. Já a advogada Maria Paula Molinar destaca que realizar parte da sucessão em vida pode diminuir significativamente a carga tributária sobre os herdeiros.

 

O tema ganha ainda mais relevância diante da maior transferência de riqueza da história: até 2045, as gerações Y e Z devem herdar cerca de US$ 84 trilhões no mundo, segundo a consultoria Multipolitan. No Brasil, especialistas alertam que muitos jovens herdeiros ainda não têm preparo ou interesse em gerir grandes patrimônios. Nesse cenário, a falta de planejamento pode não apenas reduzir o valor da herança, mas também comprometer sua preservação ao longo das gerações.

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