Em uma ação sem licenciamento adequado, uma indústria derrubou árvores nativas e mais de 22 mil pés de café em uma área que anteriormente pertencia a uma escola técnica estadual no interior de São Paulo. O terreno de 19,28 hectares, equivalente a 192.883 metros quadrados, abrigava um vasto cafezal e servia como laboratório prático para os alunos da Etec Dr. Carolino da Motta e Silva, em Espírito Santo do Pinhal. Agora, essa oportunidade de aprendizado se perdeu.
De acordo com a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), a Pinhalense S.A Máquinas Agrícolas solicitou licenças prévia e de instalação para um novo empreendimento na área. Em nota, a Cetesb informou que a empresa já obteve autorização para o corte de árvores nativas isoladas no local. Contudo, a destruição do cafezal da escola pública, doado à fábrica de máquinas para beneficiamento do café, começou há três anos sem a devida fiscalização.
Na época, agentes da Cetesb não consultaram a administração da escola para verificar a verdadeira natureza da terraplenagem, que foi falsamente anunciada como manejo do terreno para prevenção de incêndios. A denúncia do caso foi feita à polícia por ex-alunos, e o inquérito criminal resultante já indiciou o técnico da Cetesb que acreditou na versão apresentada pela indústria.
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