Mesmo sem possuir um cérebro centralizado, animais marinhos como águas-vivas e anêmonas-do-mar entram em estados de sono profundos, semelhantes aos dos humanos. Segundo um estudo publicado na revista Nature, o repouso é um mecanismo vital para reduzir danos ao DNA dos neurónios, que se acumulam durante o período de vigília. A descoberta sugere que o sono evoluiu como uma necessidade de manutenção celular básica muito antes do surgimento de cérebros complexos.
A pesquisa utilizou experimentos com as espécies Cassiopea andromeda e Nematostella vectensis, observando que o dano genético aumenta quando os animais estão ativos e diminui drasticamente durante o sono. Quando os cientistas induziram danos artificiais ao DNA das criaturas, elas passaram a dormir por períodos mais longos para compensar o desgaste.
Como os neurónios não se regeneram por divisão celular, esse "tempo de reparo" é crucial para a sobrevivência e longevidade dos organismos. Embora o sono pareça biologicamente arriscado, por expor o animal a predadores e impedir a alimentação, a sua preservação ao longo da evolução reforça que ele é uma função biológica essencial, e não apenas um luxo neurológico.
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