Dados inéditos do Censo 2022 mostram que 61,7% da população quilombola brasileira vive em áreas rurais, contrastando com os 12,6% da população geral do país que residem no campo. Essa é a primeira vez que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) coleta informações específicas sobre a distribuição territorial dos quilombolas, destacando sua forte ligação histórica e identitária com o meio rural.
A pesquisa também revelou que os quilombolas enfrentam piores condições de saneamento e infraestrutura em comparação à média nacional. Entre os que vivem em áreas rurais, 94,6% habitam domicílios com algum tipo de precariedade, percentual superior aos 87,2% da população rural em geral. A taxa de analfabetismo entre os quilombolas também é mais elevada, especialmente no campo, onde chega a 22,7%, frente aos 13,2% nas cidades.
Segundo o IBGE, compreender as diferenças entre quilombolas urbanos e rurais é essencial para formular políticas públicas eficazes. A pesquisa ainda sugere aprofundar estudos sobre mobilidade e transformações nos territórios quilombolas diante do avanço da urbanização.
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