No início de novembro, o Ministério do Comércio da China gerou um princípio de pânico no país ao pedir à população que armazenasse itens de primeira necessidade, sobretudo alimentos. A incomum manifestação do governo, que não foi acompanhada por qualquer justificativa, levou os chineses às compras e gerou questionamentos, segundo o jornal francês Le Fígaro.
Estaria a caminho uma guerra com Taiwan ou seria um problema de escassez de alimentos? Nesta semana, o presidente Xi Jinping voltou ao tema, evidenciando a preocupação de Beijing com a segurança alimentar.
Quando o governo recomendou a estocagem, no mês passado, o anúncio foi sucedido por comunicados de que uma guerra com Taiwan não estava no horizonte. O alerta foi atribuído, sim, à crise climática global tendo o calor intenso e as inundações arruinado lavouras na província agrícola de Shandong.
Tanto que os preços de certos alimentos haviam disparado, com o pepino e o espinafre mais caros que a carne.
Há ainda o problema da Covid-19, que mesmo a China e seu severo sistema de contenção não conseguiram erradicar. Aliás, a rigidez das normas de controle da pandemia no país ajudam a explicar o temor alimentar, vez que basta um caso para o governo fechar ruas, quarteirões, eventualmente cidades inteiras.
E o risco de novo lockdown ainda existe, o que levaria à redução da produção e ao aumento da estocagem pela população.
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