A repressão promovida pelo governo iraniano parece ter contido, ao menos temporariamente, os protestos que tomaram o país desde o fim de dezembro. Segundo grupos de direitos humanos e relatos de moradores, não há registros de grandes manifestações desde o último domingo, enquanto a mídia estatal informa novas prisões. O cenário ocorre em meio a ameaças dos Estados Unidos de intervir caso as mortes ligadas à repressão continuem.
O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou estar monitorando a situação e alertou o Irã sobre “graves consequências”. A Casa Branca informou que execuções que estariam programadas foram suspensas, o que teria reduzido as tensões e afastado, por ora, o risco de uma ação militar. Paralelamente, países aliados dos EUA no Golfo, como Arábia Saudita e Catar, intensificaram a diplomacia para evitar um conflito que poderia desestabilizar toda a região.
Os protestos começaram em 28 de dezembro, motivados pelo aumento da inflação e pelo impacto das sanções internacionais sobre a economia iraniana, e rapidamente se tornaram um dos maiores desafios ao regime desde 1979.
Com restrições severas à internet e forte presença militar nas ruas, moradores relatam clima de aparente tranquilidade em Teerã e em outras cidades, embora organizações de direitos humanos alertem que o ambiente de segurança segue altamente repressivo.
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