A seca histórica nos rios do Amazonas está comprometendo o manejo sustentável do pirarucu, essencial para a economia local, além de afetar o transporte, abastecimento e a segurança alimentar nas regiões ribeirinhas. Em carta aberta, o Coletivo do Pirarucu solicitou ações emergenciais a órgãos federais, destacando a necessidade de estratégias para mitigar os prejuízos da estiagem, que pelo segundo ano consecutivo atinge níveis recordes.
A situação de emergência foi decretada em 62 municípios, afetando diretamente quase 187 mil famílias, segundo o Governo do Amazonas. Dados do Ibama indicam que, durante a seca de 2023, os pescadores perderam cerca de 10 milhões de reais ao não conseguir pescar 30% da cota autorizada para o pirarucu. A carta também alerta que a seca ameaça não só o ecossistema, mas também a subsistência e a cultura das comunidades indígenas e ribeirinhas.
Os representantes das organizações manejadoras pedem medidas urgentes, como a prorrogação do prazo de pesca e a inclusão do manejo do pirarucu nos programas de seguro rural. Além disso, solicitaram um plano de emergência climática, auxílio extraordinário para pescadores afetados e um prazo estendido para a entrega do relatório anual de manejo.
A carta, enviada aos ministérios do Meio Ambiente, da Pesca e ao Ibama, representa um apelo urgente para proteger a continuidade do manejo sustentável do pirarucu e preservar o conhecimento e a cultura das populações locais, cuja vida depende dos recursos fluviais da Amazônia.
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