quinta, 23 de abril de 2026
01/03/2026   11:40h - Cães & Gatos

Saiba quais as raças de cães têm maior risco de desenvolver problemas respiratórios graves

Um estudo da Universidade de Cambridge revelou que o risco de problemas respiratórios graves em cães de focinho curto vai muito além dos populares Pugs e Buldogues. A pesquisa, que analisou quase 900 animais, aponta que raças como Pequinês e Chin Japonês apresentam os maiores índices da Síndrome das Vias Aéreas Obstrutivas (BOAS), uma condição hereditária que estreita as passagens de ar e prejudica severamente a qualidade de vida.

 

Os cientistas classificaram os cães em uma escala de risco, identificando que apenas 11% dos Pequineses estudados conseguem respirar livremente. Raças como Shih Tzu e Boston Terrier foram categorizadas com risco moderado, enquanto o Lulu-da-Pomerânia e o Maltês não apresentaram sintomas clínicos no grupo analisado. Além da genética, fatores físicos como narinas estreitas e excesso de peso são determinantes para o agravamento do chiado e da intolerância ao exercício.

 

Embora intervenções cirúrgicas e o controle rigoroso do peso possam aliviar o sofrimento dos animais afetados, especialistas reforçam que a prevenção real depende de uma criação mais consciente. Como a síndrome é transmitida geneticamente, o estudo serve de alerta para que tutores e criadores priorizem a saúde respiratória em vez de padrões estéticos que privilegiam rostos excessivamente achatados.

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