O eritema infeccioso, popularmente chamado de “doença da face esbofeteada” ou “quinta doença”, é uma infecção viral causada pelo parvovírus humano B19 e que atinge principalmente crianças entre cinco e 15 anos. Com maior incidência na primavera e no verão, a condição se inicia de forma semelhante a um resfriado leve, com febre baixa, mal-estar e dor de cabeça, evoluindo para a característica vermelhidão intensa nas bochechas e manchas pelo corpo.
De acordo com especialistas, na maioria dos casos a doença é autolimitada e não exige tratamento específico, bastando repouso, hidratação e cuidados para controlar febre e dor. No entanto, pacientes imunossuprimidos, portadores de anemias crônicas e gestantes merecem atenção especial: nesses grupos, a infecção pode desencadear complicações graves, como crises aplásticas e até riscos ao feto, incluindo anemia e hidropisia.
A prevenção segue as mesmas orientações de outras viroses: higienizar as mãos com frequência, cobrir a boca ao tossir ou espirrar e evitar contato próximo com pessoas doentes. Escolas, creches e unidades de saúde devem redobrar os cuidados em caso de surtos. Segundo a Secretaria da Saúde de São Paulo, os atendimentos por eritema infeccioso mais do que dobraram no primeiro semestre de 2025 em comparação ao mesmo período do ano passado, reforçando a necessidade de atenção à circulação do vírus.
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