terça, 28 de julho de 2026
28/07/2026   15:20h - Educação

Saiba como usar inteligência artificial para estudar sem cometer erros

O uso de inteligência artificial generativa tornou-se comum na rotina de estudantes brasileiros para tirar dúvidas, resumir textos e criar exercícios. Segundo o advogado especialista em proteção de dados Fernando Manfrin, embora o maior benefício da IA seja a personalização do aprendizado no ritmo do aluno, o hábito de aceitar as respostas sem checagem e de expor dados pessoais sem saber o destino dessas informações traz riscos significativos para a formação do estudante.

 

Entre os erros mais frequentes estão tratar as respostas da máquina como verdades absolutas, ignorando possíveis "alucinações" do sistema, terceirizar o raciocínio sem tentar resolver as questões sozinho e inserir dados pessoais na ferramenta. Para evitar prejuízos ao pensamento crítico e à memória, o especialista orienta que a IA seja usada como ponto de partida para destravar ideias, exigindo sempre a verificação de informações em fontes primárias e veículos confiáveis.

 

Diante do cenário em que proibir a tecnologia é inviável, Manfrin defende limites éticos claros e transparência entre escolas, pais e alunos. Ele enfatiza que a ética consiste em não esconder o uso da ferramenta e que o verdadeiro aprendizado ocorre quando o estudante consegue explicar o conteúdo com suas próprias palavras, destacando que habilidades humanas como o pensamento crítico, a criatividade e a capacidade de checar fontes continuam sendo indispensáveis.

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