A presença do saruê em bairros e quintais residenciais traz benefícios diretos para a saúde pública por meio do controle natural de pragas, como o escorpião-amarelo. Por possuírem hábitos noturnos e frequentarem os mesmos locais que os aracnídeos durante a madrugada, esses marsupiais encontram neles uma fonte contínua de alimento. A médica veterinária Fernanda Maris explica que, para caçar com segurança, o animal utiliza uma técnica precisa, focando em neutralizar primeiro a cauda do escorpião para desarmar seu ferrão.
Mesmo quando leva uma ferroada, o saruê raramente sofre um envenenamento grave. O sangue do mamífero conta com proteínas e peptídeos específicos fruto de um processo evolutivo que se ligam à neurotoxina do veneno e a neutralizam, evitando complicações fatais. Ao reduzir a quantidade de escorpiões nos arredores das casas, o saruê ajuda a prevenir acidentes graves, protegendo especialmente crianças e idosos.
Por ser um animal silencioso e protegido pela legislação ambiental brasileira, matar ou ferir o saruê é considerado crime e gera desequilíbrio ecológico. A recomendação dos especialistas ao avistar o marsupial é manter a calma, afastar os animais de estimação da área e deixar rotas de saída abertas para que ele possa ir embora espontaneamente.
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