A principal diferença entre animais peçonhentos e venenosos está na forma como aplicam suas toxinas no organismo de outros seres. Segundo o biólogo Bruno Reis, espécies peçonhentas, como jararacas e escorpiões, usam presas ou ferrões para injetar a substância de maneira ativa. Já os animais venenosos, como o sapo-cururu, possuem um mecanismo de defesa passivo, mantendo a toxina na pele ou em glândulas que só é liberada se o bicho for pressionado ou mordido.
O especialista também desmistifica crenças populares sobre esses animais, esclarecendo que eles não agem por vingança nem perseguem pessoas. Acidentes costumam ocorrer quando os bichos tentam se defender. Embora o contato da toxina com a pele íntegra raramente cause danos graves, a exposição da substância a mucosas, olhos ou ferimentos abertos exige atendimento médico imediato devido ao risco de complicações severas.
Para evitar acidentes com fauna silvestre, a orientação fundamental é manter distância e jamais tentar capturar, mexer ou se aproximar dos animais. A maioria dos incidentes graves acontece no momento em que as pessoas tentam encurralar os bichos. Ao encontrar qualquer espécie perigosa no cotidiano ou durante trilhas, a recomendação é acionar órgãos especializados, como o Corpo de Bombeiros ou a Polícia Ambiental.
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