A safra brasileira de café 2026/27 foi estimada em 69,3 milhões de sacas de 60 quilos, o que representa um aumento de 10,1% em relação à temporada anterior, segundo relatório divulgado nesta quarta-feira (4) pelo Itaú BBA. De acordo com o banco, após anos marcados por eventos climáticos extremos, as perspectivas para o próximo ciclo indicam condições mais favoráveis, especialmente para a produção de café arábica.
Do total projetado, a safra de arábica deve alcançar 44,8 milhões de sacas, alta de 18% na comparação anual, enquanto a produção de canéfora, que inclui robusta e conilon, foi estimada em 24,5 milhões de sacas, queda de 2% frente ao ciclo anterior. Segundo o Itaú BBA, apesar da continuidade de chuvas abaixo da média em 2025, temperaturas mais amenas no período de pré-florada favoreceram o pegamento das lavouras, sustentando a expectativa de recuperação do arábica. O banco destacou ainda o bom desempenho do robusta nos estados do Espírito Santo e da Bahia.
Mesmo com o avanço previsto, a produção estimada permanece abaixo do recorde de 69,9 milhões de sacas registrado na safra 2020/21. O Itaú BBA projeta crescimento de 12% nas exportações no ciclo 2026/27, que devem somar 45,6 milhões de sacas, enquanto o consumo interno foi estimado em 22,3 milhões de sacas, volume estável. Com isso, os estoques finais devem quadruplicar para cerca de 2 milhões de sacas, ainda distantes dos 4,6 milhões registrados em 2022/23.
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