Uma safra de 162 toneladas de borracha nativa, oriundas do município de Eirunepé, foi descarregada ontem (25), no Porto Demétrio, zona sul de Manaus. A carga representa o esforço da safra 2025/2026 e garante o sustento de mais de 500 famílias extrativistas, consolidando o retorno de uma cadeia econômica histórica que teve seu auge entre o final do século XIX e início do XX.
Segundo Jhassem Siqueira, analista de sustentabilidade do Memorial Chico Mendes, a produção agora é baseada no conceito em manter a floresta em pé, desde a extração do látex até transformação do produto (borracha) que agora é prensada e transformada em fardos ou blocos. Ainda segundo ele, o processo não é mais tóxico para o extrativista. Jhassem também acredita que o desembarque da safra na capital, pode evidenciar a retomada da borracha como pilar da bioeconomia amazônica.
A produção atual integra comunidades do Amazonas, Acre e Rondônia, destacando-se como uma alternativa econômica viável e sustentável. Mesmo diante dos desafios impostos pelas mudanças climáticas, o volume produzido demonstra a resiliência do extrativismo na região e o fortalecimento da organização comunitária em torno de produtos florestais.
Por Michele Silva
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