O tribunal em Kiev determinou que o metropolita Pavlo ficará em prisão domiciliar pelos próximos 60 dias e usará uma tornozeleira eletrônica. Pavlo é um clérigo membro da Igreja Ortodoxa Ucraniana (IOU), que está ligada ao Patriarcado de Moscou, e é abade do Mosteiro das Cavernas.
O Mosteiro tem sido palco de um conflito religioso mais amplo, que está em curso em paralelo com a guerra. A Procuradoria Ucraniana está investigando Pavlo por incitar o ódio religioso e por justificar as ações da Rússia, devido aos seus ataques públicos à Igreja Ortodoxa da Ucrânia (IOdaU), que é canonicamente independente de Moscou.
No mesmo dia, o Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) informou Pavlo de que ele era suspeito de dois crimes: incitar inimizade inter-religiosa e justificar a agressão russa. O clérigo de 61 anos negou as acusações, afirmando que elas têm motivação política.
O governo ucraniano tem reprimido a IOU por seus laços históricos com a Igreja Ortodoxa Russa, cujo líder, o patriarca Cirilo, é um leal apoiador do presidente russo, Vladimir Putin. Essa prisão domiciliar de Pavlo ocorre em um momento de tensões crescentes entre a Ucrânia e a Rússia, em meio a uma escalada do conflito militar entre os dois países.