O governo da Rússia declarou ontem (31), que responderá militarmente caso nações vizinhas permitam que a Ucrânia utilize seus espaços aéreos para lançar ofensivas contra o território russo. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que qualquer colaboração estrangeira que facilite ataques de drones será alvo de retaliação. O alerta surge em um momento de escalada, com Kiev intensificando operações contra infraestruturas russas no Mar Báltico.
Os principais alvos das recentes ofensivas ucranianas foram os portos de Ust-Luga e Primorsk, centros vitais para a exportação de petróleo da Rússia. Segundo Moscou, embora a segurança dessas instalações críticas tenha sido reforçada, é impossível garantir proteção total contra o que classificam como “ataques terroristas”. Estas foram consideradas as piores investidas contra a logística russa em mais de quatro anos de conflito, atingindo diretamente a economia de guerra do Kremlin.
A nova ameaça russa ocorre em meio a um cenário diplomático complexo, com o governo de Donald Trump, nos Estados Unidos, pressionando por um acordo de paz. No entanto, as negociações seguem travadas devido às disputas territoriais, especialmente na região de Donetsk.
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