O chefe da Direção Principal de Inteligência da Ucrânia, Kyrylo Budanov, afirmou que a Rússia planejou ações genocidas contra os ucranianos antes da invasão em larga escala iniciada em fevereiro de 2022. Durante um fórum em Kiev, Budanov declarou que o plano russo incluía listas de execuções, crematórios móveis e diretrizes para covas coletivas. Ele também destacou um texto do presidente russo, Vladimir Putin, que nega a existência de uma nação ucraniana, criando as bases ideológicas para os crimes.
Segundo Budanov, militares russos receberam instruções para identificar alvos como professores, jornalistas e líderes religiosos pró-Ucrânia, reforçando a premeditação das ações. Ele apontou cidades como Bucha, Mariupol e Izyum como cenários de atrocidades deliberadas, fruto de uma política genocida russa.
Essas ações levaram o Tribunal Penal Internacional a emitir mandados de prisão contra Putin e Maria Lvova-Belova, responsável pelos Direitos da Criança na Rússia. A corte os acusa de envolvimento na deportação forçada de crianças ucranianas, um ato classificado como genocídio. Desde os primeiros meses da guerra, organizações internacionais investigam relatos de adoções ilegais de crianças ucranianas por famílias russas, bem como mudanças na legislação russa para facilitar essas práticas.
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