A Rússia continua liderando o ranking global de armas nucleares em 2025, com cerca de 4.300 ogivas ativas, segundo relatório do Bulletin of the Atomic Scientists publicado esta semana. Apesar de uma leve redução de 71 ogivas em relação ao ano anterior — atribuída a ajustes nas estimativas de armamentos não estratégicos — o número mantém Moscou como a nação com o maior poder de fogo nuclear do planeta. O estudo, elaborado por especialistas da Federação de Cientistas Americanos, ressalta que grande parte dessas ogivas está em operação, enquanto cerca de 1.150 estão aposentadas, mas ainda intactas e aguardando desmantelamento.
O relatório aponta que a Rússia está nos estágios finais de um ambicioso programa de modernização iniciado há décadas, destinado a substituir sistemas herdados da era soviética por armamentos mais modernos. Entre as principais mudanças está a substituição dos mísseis Topol-M pelos RS-24 Yars, com múltiplas ogivas, o que poderá ampliar ainda mais o arsenal estratégico. No entanto, imagens de satélite e outras fontes abertas revelam atrasos significativos no cronograma, indicando que a modernização avança mais lentamente do que o esperado.
A ampliação do arsenal nuclear russo também atende a objetivos políticos: manter a paridade com os Estados Unidos e reforçar sua posição como potência global. Para o Kremlin, o investimento em armas estratégicas compensa as limitações de suas forças convencionais e responde a ameaças percebidas, como o sistema de defesa antimísseis dos EUA.
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