O Ministério da Defesa da Rússia anunciou nesta quarta (16) que encerrou os exercícios militares que ocorriam na península da Crimeia, anexada por Moscou na esteira da queda do governo pró-Kremlin em Kiev há oito anos. Para provar o que disse, a pasta publicou um vídeo com imagens de caminhões militares e trens carregando tanques e blindados passando pela ponte inaugurada em 2018 por Vladimir Putin que liga a península ao continente -a Crimeia é isolada fisicamente da Rússia.
Não está claro, contudo se tal desmobilização faz parte daquela que havia sido anunciada pelo governo Putin na véspera. Segundo o ministério, algumas forças dos distritos militares Sul e Sudeste voltariam para suas bases após o fim de manobras.
Foi um recuo calculado por Putin para dar credibilidade à suas falas que misturam desafio geopolítico ao Ocidente e vontade de negociar, que foram resumidas no encontro que teve na terça (15) com o primeiro-ministro alemão, Olaf Scholz.
O anúncio foi bem recebido pelo alemão, de resto um líder interessado em manter bom contato econômico com a Rússia por depender do gás natural do país, mas visto com ceticismo em outros lugares. O presidente americano, Joe Biden, disse por exemplo que saudava o movimento, mas que ele ainda "precisa ser verificado".
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